
Investigação e Publicações
Os trabalhos aqui apresentados correspondem a uma selecção de algumas das publicações que considero mais significativas no meu percurso académico. Entre livros, capítulos e artigos científicos, encontram-se estudos que reflectem diferentes etapas de investigação, bem como contributos publicados em revistas científicas internacionais de elevado reconhecimento.
Esta escolha não pretende ser exaustiva. Procura, antes, oferecer ao visitante uma visão sintética dos principais temas, preocupações e linhas de investigação que têm orientado a minha actividade científica ao longo dos anos.
Marketing Territorial - uma nova dimensão do marketing

O convite para prefaciar este livro era irrecusável. Pela autora, pelo tema, e pelas finalidades editoriais. Ana Paula Figueira, a autora, surge-nos ligada a iniciativas diversas, multifacetadas e singulares. Recordemos dois exemplos. O Projecto “em.cantos”, concebido e coordenado pela autora, apoiada numa equipa do Instituto Politécnico de Beja, foi uma iniciativa pioneira visando “abanar” o tradicional fatalismo da interioridade. Ancorando-se nos catorze municípios do distrito, com discussão de temas e participações relevantes, é , estamos certos, uma experiência com potencialidades para ser replicada noutros territórios “afastados”. Esperamos, com fundadas expectativas, a avaliação que a própria autora se propôs fazer do Projecto. A recente edição de “Amor e Bondade com cheiro a madressilva” é um hino ao amor maternal. Para além de revelar os dotes da Ana Paula para a ficção, esta obra testemunha duas outras facetas da personalidade da autora: simplificar a complexidade e cuidar da qualidade. Alguém disse que só as coisas simples é que são eficazes. Manifestamente este é um dos lemas - e vocações - da Ana Paula, juntando-lhe a exigência e as vantagens do trabalho em equipa. Se a Ana, a personagem central deste seu conto-poema, “ foi sempre uma criança irrequieta e muito viva” (pág. 13), a sua alterego, a Ana Paula, é uma mulher aberta ao saber e obcecada pelo fazer simples e bem. Neste trabalho “ Marketing Territorial – uma nova dimensão do marketing,” a autora alia o enquadramento conceptual e histórico desta disciplina às condições das suas aplicações práticas, com o sugestivo exemplo do Plano Municipal de Desenvolvimento Turístico de Beja. Não é fácil documentar, hoje, em poucas páginas, - objectivo muito louvável em tempos de fluxos diluvianos de informação -, a natureza, como opera, as virtudes e limites do marketing territorial. Porque se o marketing convencional se centra, fundamentalmente, num conjunto de técnicas e actividades para melhor vender o produto-mercadoria, o território não é, propriamente, uma mercadoria, por mais que o tentem mercantilizar. Contemporâneamente, o conceito de território exprime, para além de um espaço físico e geográfico, “a entidade suporte, de integração e de sintese, de toda a actividade humana, com particular realce para as actividades produtivas, o habitat, os recursos naturais e ambientais, as identidades, bem como os agentes desses processos” (Gestão Estratégica de Cidades e Regiões) . Ou seja: no produto território estão as pessoas, quer individualmente consideradas, quer na sua expressão de actores sociais. E isso faz toda a diferença relativamente aos métodos e técnicas a aplicar no marketig territorial. Desaconselhando as tradicionais metodologias da ortodoxia mercantil, em favor de processos vincadamente participativos. Pôr os municípios a competir pela instalação, no seu território, de um empreendimento industrial ou turístico, ou pela realização de um grande evento, é muito importante para a criação de riqueza e emprego. Contudo, fundamental é que tal desiderato se traduza, simultaneamente, em mais qualidade de vida para os cidadãos residentes e no reforço da coesão socio-territorial. E os exemplos abundam de situações em que estas vertentes não são acauteladas. É, frequentemente, o caso da instalação de grandes superficies, decisões por regras tomadas em “circuito fechado”, no âmbito do executivo municipal, sem consulta aos parceiros territoriais e aos cidadãos. Numa época em que as cidades, os municípios, as regiões, enfim os territórios, assumem um papel cada vez mais relevante, este livro da Ana Paula Figueira vai revelar-se de grande utilidade para estudantes e profissionais do marketing territorial. A autora faz um recenseamento crítico rigoroso da literatura especializada e um enquadramento conceptual compreensivo sublinhando a importância que nos planos de marketing, dos diferentes territórios, assume “a promoção da sua identidade, da sua afirmação e do seu desenvolvimento”. Avança, também, as bases e condições para a elaboração do plano de marketing territorial, e exemplifica com uma aplicação prática detalhada no Plano Municipal de Desenvolvimento Turístico do Concelho de Beja. Sem dúvida, um contributo académico e prático valioso. Parabéns Ana Paula. Troia, 14 de Agosto de 2011 António Fonseca Ferreira Adquirir: https://www.wook.pt/livro/marketing-territorial-ana-paula-figueira/13073684
Governança Territorial em Rede - medição da notoriedade e avaliação do desempenho de uma parceria interorganizacional

A «governança territorial» é um conceito em construção desde meados da década de oitenta, pese embora apenas os primeiros textos marcantes e referenciais só tenham surgido alguns anos depois. Hoje, muito por força da preparação e publicação, em 2001, pela Comissão das Comunidades Europeias, do Livro Branco sobre Governança, emergiu como um conceito central nos debates sobre o território. Como refere João Ferrão (2010), “Torna-se hoje claro que a emergência do tema «governança» reflecte alterações estruturais associadas à crescente perda de vigor – alguns dirão, à falência relativa ou mesmo colapso – do modelo moderno e racionalista de Estado, cujas raízes longínquas remontam ao Iluminismo mas que, do ponto de vista das políticas públicas, teve o seu apogeu no período do pós-guerra, prolongando-se praticamente incólume até ao início dos anos 80 do século passado”. Outro conceito de grande actualidade é o de «territórios em rede», cuja materialização tem sido facilitada e alavancada pela miríade de possibilidades oferecida pelo mundo tecnológico e virtual, sendo hoje também uma via de grande pertinência e alcance estratégico para o desenvolvimento territorial, às mais diversas escalas. Como escreveu o poeta inglês John Donne (1572-1631), “Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do género humano. E, por isso, não perguntes por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”. Por outro lado ainda, a «cultura», pese embora a diversidade e complexidade de acepções que suscita, é, desde tempos imemoriais, elemento permanente, essencial e interpenetrador das sociedades Humanas, sendo por isso cada vez mais chamado à participação instrumental e activa nos processos de apetrechamento para enfrentar os desafios da competitividade e da globalização. Desde há várias décadas que muitos autores têm enfatizado o papel da cultura, seja na perspectiva do património, seja na dos eventos, no desenvolvimento social, económico e territorial. Ainda não há muitos anos, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) voltou a dar-lhe destaque ao publicar “La culture et le développement local” (2005), sustentando que a cultura pode dar grandes contributos para a economia, a integração social, a coesão e afirmação de regiões e cidades e o próprio desenvolvimento sustentável. É pois na triangulação destes vectores que emerge e se desenlaça o livro que agora nos apresenta Ana Paula Figueira, focalizado na medição da notoriedade do evento cultural «em.cantos» (de matriz territorial: distrito de Beja), e na avaliação de desempenho da parceria inter-organizacional que esteve na base da sua execução. A autora começa por contextualizar, quer a importância da cultura no desenvolvimento integral das comunidades, quer o papel da inovação, da valorização do capital humano e social, do fomento da cooperação e das parcerias, e da criação de um clima social pacífico e estimulador da participação, na materialização do funcionamento em rede dos territórios. Contextualização que se completa com uma pequena síntese geográfica do distrito de Beja. A segunda parte do livro corresponde ao caso de estudo - o evento «em.cantos», o qual foi analisado quer no que concerne ao desempenho da parceria inter-organizacional, quer no que respeita à notoriedade alcançada junto do público e dos media. A autora conclui que a cultura se assume como forte elemento de identidade regional e factor de diferenciação competitiva de base territorial, sendo por isso essencial a sua internalização nas estratégias de promoção e desenvolvimento regional e local. Mas, acima de tudo, que é possível reunir e activar uma parceria onde coabitam entidades públicas e privadas – administração regional e local, empresas, órgãos de comunicação social e organismos do ensino superior, rumo a novos modelos de governança territorial e à materialização de territórios em rede. José Manuel Simões (2013) Adquirir: https://www.wook.pt/livro/governanca-territorial-em-rede-ana-paula-figueira/14922727
Marketing Educacional - uma aplicação ao IPBeja

Publicado em 2021, Marketing Educacional – uma Aplicação ao IPBeja constitui uma reflexão sobre os desafios da comunicação e do marketing nas instituições de ensino superior, tendo como estudo de caso o Instituto Politécnico de Beja. A obra analisa o período compreendido entre Novembro de 2017 e Setembro de 2019, procurando compreender de que forma as estratégias de marketing educacional podem contribuir para o reforço da notoriedade institucional, para a atracção de estudantes e para a construção de uma identidade diferenciadora num contexto cada vez mais competitivo. Partindo dos principais referenciais teóricos do marketing aplicado à educação, a autora desenvolve uma análise das práticas de comunicação, posicionamento e relacionamento com os diferentes públicos da instituição, evidenciando a importância de uma abordagem estratégica capaz de articular qualidade educativa, reputação e ligação ao território. Mais do que um estudo sobre uma instituição específica, este livro constitui um contributo para a compreensão do papel do marketing educacional na afirmação das organizações de ensino superior, oferecendo pistas de reflexão úteis para investigadores, gestores académicos, decisores institucionais e profissionais da comunicação. Acesso aberto: https://repositorio.ipbeja.pt/entities/publication/97d4aa2b-9090-4e17-8205-102044f4ee37
Women and Violets in France (1800–1920): A Visual Journey (2023)

Publicado na revista Ethnobotany Research and Applications em 2023, este artigo explora a relação entre as mulheres e as violetas em França entre 1800 e 1920, através de uma abordagem que combina história cultural, etnobotânica e património visual. Com base numa seleção de fotografias históricas pertencentes à coleção do Museu Botânico de Beja, a investigação revela o papel das violetas na vida social, económica e simbólica da sociedade francesa. Durante o século XIX e o início do século XX, estas flores constituíram um importante produto comercial, sendo a sua colheita, venda e utilização fortemente associadas ao universo feminino. O artigo analisa igualmente a importância das violetas na cultura popular, na moda, na perfumaria e nas práticas quotidianas, evidenciando a forma como uma simples planta pode assumir significados ligados à identidade, à memória, ao amor, à elegância e à representação social das mulheres. Através deste percurso visual, a obra contribui para a valorização do património botânico e cultural, demonstrando como as plantas podem constituir testemunhos privilegiados da história e das transformações sociais. Acesso ao artigo: Ethnobotany Research and Applications – Women and Violets in France (1800–1920): A Visual Journey
Fig Tree (Ficus carica L.) Art in the Azores (Portugal) (2023)

Publicado na revista Ethnobotany Research and Applications em 2023, este artigo analisa uma singular manifestação do património cultural açoriano: a arte produzida a partir do miolo dos ramos jovens da figueira (Ficus carica L.), uma tradição artesanal exclusiva dos Açores. A investigação explora as origens desta prática, que remonta provavelmente aos conventos femininos do século XVII, e acompanha a sua evolução até aos nossos dias. Utilizando o delicado miolo branco da figueira, os artesãos criam flores, figuras decorativas, presépios e composições de grande complexidade e valor artístico. O artigo destaca ainda a importância desta expressão artesanal enquanto património cultural imaterial, sublinhando a estreita relação entre biodiversidade, conhecimento tradicional e identidade regional. Num contexto em que apenas um reduzido número de artesãos mantém viva esta técnica, o estudo contribui para a valorização e preservação de uma das mais originais manifestações etnobotânicas de Portugal. Acesso ao artigo: Ethnobotany Research and Applications – Fig Tree Art in the Azores (Portugal)
The willow (Salix sp.) toothpicks from the Cistercian Monastery of Lorvão (Penacova, Portugal) (2024)

Publicado na revista Ethnobotany Research and Applications em 2024, este artigo analisa a origem e a evolução da tradicional produção artesanal de palitos de salgueiro associada ao Mosteiro Cisterciense de Lorvão, no concelho de Penacova. A investigação demonstra como esta prática, iniciada em contexto monástico entre os séculos XVII e XVIII, ultrapassou os limites do convento para se afirmar como uma importante actividade económica e um símbolo identitário da região. O estudo evidencia a estreita relação entre os recursos naturais, os saberes tradicionais e a construção das identidades locais, destacando o papel da madeira de salgueiro na preservação de uma técnica artesanal transmitida ao longo de gerações. Atualmente, os palitos artesanais de Lorvão constituem um relevante exemplo de património cultural imaterial, testemunhando a ligação entre natureza, memória e comunidade. Ao valorizar esta tradição singular, o artigo contribui para a compreensão do papel da etnobotânica na salvaguarda do património cultural e na preservação de conhecimentos tradicionais associados às plantas e aos territórios. Acesso ao artigo: Ethnobotany Research and Applications – The Willow (Salix sp.) Toothpicks from the Cistercian Monastery of Lorvão (Penacova, Portugal)
Wooden Locks and Keys (2024)

Publicado na revista Ethnobotany Research and Applications em 2024, este artigo explora uma singular tradição artesanal da ilha do Corvo, nos Açores, centrada na produção de fechaduras e chaves de madeira. A investigação destaca o papel do cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), espécie endémica dos Açores, cuja resistência, durabilidade e características aromáticas a tornaram essencial para o desenvolvimento desta técnica secular. O estudo evidencia como os artesãos locais souberam aproveitar os recursos naturais da ilha para criar objectos funcionais de elevada qualidade técnica, transmitindo conhecimentos e práticas ao longo de gerações. Mais do que um simples ofício, esta tradição representa um importante elemento do património cultural açoriano, testemunhando a relação entre comunidade, natureza e identidade insular. Ao valorizar esta manifestação etnobotânica, o artigo contribui para a preservação da memória cultural e para o reconhecimento dos saberes tradicionais associados ao uso sustentável dos recursos vegetais nos territórios insulares. Acesso ao artigo: Ethnobotany Research and Applications – Wooden Locks and Keys
The Guitar of Baixo Alentejo (Portugal): A Journey into Botanical Traditions (2025)

Publicado na revista Ethnobotany Research and Applications em 2025, este artigo explora a ligação entre a guitarra tradicional do Baixo Alentejo e os recursos vegetais utilizados na sua construção, revelando como a música, a artesania e a biodiversidade se cruzam na construção da identidade cultural da região. A investigação analisa as diferentes espécies de madeira empregues pelos construtores de instrumentos ao longo do tempo, destacando os conhecimentos tradicionais associados à selecção dos materiais e à sua influência na sonoridade, durabilidade e estética da viola. O estudo evidencia que este instrumento representa muito mais do que um objecto musical, constituindo um testemunho da relação histórica entre as comunidades, os saberes artesanais e os recursos naturais do território. Ao valorizar as tradições botânicas presentes na construção instrumental, o artigo contribui para a preservação do património cultural imaterial do Alentejo e para a compreensão do papel das plantas na produção de manifestações artísticas e identitárias que atravessam gerações. Acesso ao artigo: Ethnobotany Research and Applications – The Guitar of Baixo Alentejo (Portugal): A Journey into Botanical Traditions
Saint Gerald of Braga and the Fruits of Devotion (2025)

Publicado na revista Ethnobotany Research and Applications em 2025, este artigo explora a relação entre devoção religiosa, património cultural e simbolismo vegetal através da figura de São Geraldo de Braga, uma das mais importantes referências espirituais do noroeste de Portugal. A investigação analisa o papel dos frutos associados ao culto do santo, evidenciando como determinadas espécies vegetais adquiriram significados religiosos, simbólicos e identitários ao longo dos séculos. O estudo demonstra que estes elementos botânicos ultrapassam a sua dimensão material, integrando práticas devocionais, tradições populares e manifestações de religiosidade que permanecem vivas na memória colectiva. Ao cruzar etnobotânica, história cultural e património religioso, o artigo contribui para a compreensão da forma como as plantas participam na construção de identidades, crenças e tradições, revelando a estreita ligação entre natureza, espiritualidade e cultura. Acesso ao artigo: Saint Gerald of Braga and the Fruits of Devotion

Publicado na revista International Journal of Religious Tourism and Pilgrimage em 2025, este artigo analisa a evolução histórica e simbólica da figura do unicórnio, explorando a forma como este ser mítico foi integrado no imaginário religioso e artístico da Europa medieval e renascentista. A investigação acompanha a transformação de uma criatura lendária da Antiguidade num poderoso símbolo cristão associado à pureza, à graça, à virgindade e à própria figura de Cristo. O estudo examina as origens culturais e religiosas do mito, bem como a sua representação na arte sacra, na literatura e na iconografia cristã, evidenciando a importância que o unicórnio assumiu na construção de narrativas espirituais e simbólicas ao longo dos séculos. Particular destaque é dado à associação entre o lendário “corno de unicórnio” e a presa do narval, objecto que durante muito tempo alimentou crenças relacionadas com poderes curativos e purificadores. Ao cruzar história, arte, religião e património cultural, o artigo oferece uma nova perspectiva sobre a presença do unicórnio em igrejas, mosteiros, museus e espaços de peregrinação, contribuindo para uma melhor compreensão dos símbolos que marcaram o imaginário cristão europeu. Acesso ao artigo: The Unicorn and Christ – Metamorphosis and Symbology
Ethnobotany and Mining Heritage: The Case of Aljustrel (2026)

Publicado na revista Ethnobotany Research and Applications em 2026, este artigo explora a relação entre o património mineiro de Aljustrel e os conhecimentos etnobotânicos desenvolvidos pelas comunidades locais ao longo de gerações. A investigação evidencia a importância das plantas no quotidiano das populações ligadas à actividade mineira, destacando os seus usos alimentares, medicinais e culturais, bem como o papel que desempenham na construção da memória colectiva e da identidade territorial. Através da valorização dos testemunhos e saberes tradicionais, o estudo demonstra como a etnobotânica constitui uma ferramenta relevante para a preservação do património cultural imaterial associado às comunidades mineiras. Ao cruzar património, história local e conhecimento tradicional, o artigo contribui para uma compreensão mais ampla das relações entre natureza, cultura e território, sublinhando a importância da salvaguarda destes saberes para as gerações futuras. Acesso ao artigo: Ethnobotany and Mining Heritage: The Case of Aljustrel
Em construção

Em construção